PROGRAMAÇÃO
PROGRAMAÇÃO
O que ver no DragãoMuseu da Cultura Cearense - MCC

 

Exposição de longa duração "Vaqueiros" (foto de Luiz Alves)

 


     O Museu da Cultura Cearense (MCC) é um museu etnográfico que tem como proposta promover a difusão, a fruição e a apropriação do Patrimônio Cultural do Estado do Ceará, mediante ações museológicas de pesquisa, preservação e comunicação, visando a inclusão e desenvolvimento sociocultural. O MCC busca tornar-se um espaço inclusivo, de produção de conhecimento por meio da relação entre educação formal, não-formal e informal; e expressar a cultura cearense de forma contextual e reflexiva: seus conflitos, contradições e temporalidades, valorizando a produção cultural dos cearenses, sua criatividade e diferentes formas de ser, estar no mundo, relacionar-se com o meio ambiente e com outros sujeitos sociais.


 

Horário de funcionamento
 

Visitas de terça a sexta, das 9h às 18h (com acesso até as 17h30), e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h (com acesso até as 17h30).
Acesso gratuito e livre. 
Mais informações: (85) 3488.8624 


 

Agendamento de grupos 

O agendamento de grupos (limite de até 50 pessoas) pode ser feito de segunda a sexta, das 10h às 16h, pelo e-mail agendamentosmuseus.cdmac@idm.org.br.
As visitas mediadas em grupo acontecem, preferencialmente, de terça a sexta, das 9h às 16h, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h, mediante agendamento prévio. São disponibilizadas também mediações programadas em Libras, mediante solicitação prévia.
Mais informações: (85) 3488.8621


 

EM CARTAZ

 

Bestiário Nordestino

 


Bestiário Nordestino (foto de Luiz Alves)

 

     Localizada na sala 2 do Museu, a mostra lança um olhar sobre o universo fantástico, o absurdo e o delirante no imaginário nordestino. A partir do trabalho de 26 artistas do Nordeste, recorte fruto de pesquisa e dos acervos do próprio Bestiário Nordestino, nesta versão da exposição estão inclusas também obras do MCC e do Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Acessível, a exposição segue em cartaz até 28 de agosto e conta com audiodescrição, intérprete de Libras e Braille ampliado.

     A mostra reúne obras com múltiplas técnicas, entre esculturas, pinturas, gravuras em metal, escultura em barro, xilogravuras e outras, distribuídas em dois espaços. Um deles apresenta o acervo do Bestiário Nordestino resultado da pesquisa-viagem "Oco do Mundo", composto de obras dos gravadores Abraão Batista (Juazeiro/CE), Adriano Brito (Crato/CE), Amaro Borges (Bezerros/PE), Antônio Cardim (Olinda/PE), Guto Bitu (Crato/CE), Carlos Henrique (Crato/CE), Carlus Campos (Fortaleza/CE), Dila (Caruaru/PE), Francorli (Juazeiro do Norte/CE), Francisco de Almeida (Fortaleza/CE), J. Borges (Bezerros/PE), José Costa Leite (Condado/PB), Lourenço Gouveia (Recife/PE), Maurício Costa (Recife/PE), Nilo (Juazeiro do Norte/CE), Rafael Limaverde (Fortaleza/CE), Stênio Diniz (Juazeiro/CE), Damásio Paulo (Juazeiro/CE), Antônio Lino (Juazeiro/CE), Walderêdo Gonçalves (Juazeiro/CE) e Justino P. Bandeira (Juazeiro/CE).

     O segundo espaço traz obras pertencentes aos acervos dos Museus do Dragão, com obras dos artistas Manoel Graciano (Juazeiro do Norte/CE), Maria do Socorro (Juazeiro do Norte/CE), Francisco Delalmeida (Fortaleza/CE), Luís Lemos (Jardim/CE), Luiz Hermano (Fortaleza/CE), Siegbert Frankling (Fortaleza/CE), Sebastião de Paula (Fortaleza/CE) e Hélio Rola (Fortaleza/CE). 



Vaqueiros 



 

     Inaugurada em 28 de abril de 1999,  a exposição de longa duração Vaqueiros, localizada no piso inferior do Museu da Cultura Cearense, é o carro-chefe do MCC e já recebeu mais de 1 milhão de visitantes, compondo o circuito cultural de turistas e moradores da cidade. Nela, encontram-se elementos que possibilitam rememorar e reconstruir o que, tradicionalmente, compreende-se como cultura sertaneja. A exposição etnográfica resulta de pesquisa coordenada pela historiadora Valéria Laena no período de 1998-1999, com equipe multidisciplinar formada por museólogos, antropólogos, historiadores, documentalistas e fotógrafos em expedição pelo sertão cearense.


     A pesquisa gerou um acervo de cerca de 130 peças, formando a coleção Vaqueiros que compõem uma museografia permeada de fotografias da vegetação da caatinga, retratos de vaqueiros (as); de instalações (casa do ferreiro, casa do seleiro, casa de vaqueiro, cercas, chocalhos, casarões de Icó-CE, sons do aboio); de vestimentas de couro (gibão, chapéu, luvas e botas de couro); utensílios domésticos de couro (cama, bancos); de utensílios de trabalho (marcas de ferrar, selas, chicotes, carros de boi); além de vídeo da vaquejada, e de elementos de festividade e religiosidade (máscaras de reisado, imagens de santos). Desta forma, os diversos públicos reconhecem o vaqueiro enquanto personagem simbólico na história e cultura cearense, oriundo de contexto social onde surgiram e se fixaram costumes e saberes oriundos de intrínseca relação com o sertão; identificam suas referências culturais; enriquecem com novos saberes, reflexões, emoções; viajam pelas manifestações de religiosidade e festividades; e testemunham a habilidade com o artesanato do couro, as práticas da cria e da derrubada do gado.

 

RISCA


 Varreduna, 2021 (fotografia)
 

      Com curadoria da pesquisadora e gestora cultural Carolina Vieira, apoio da Galeria Multiarte e fomento da Escola Porto Iracema das Artes, a exposição reúne cerca de 30 obras ao longo de 10 anos de trabalho da artista, entre desenhos, pinturas, fotografias, gravuras, vídeos, filmes, objetos e instalações, trabalhos que versam sobre questões ligadas ao tempo, à luz e à paisagem, em particular a litorânea.  RISCA faz referência à linha do horizonte, assim popularmente nomeada por pescadores e moradores da faixa de mar. Em comum, as obras apresentam uma percepção da artista sobre a mutação da paisagem. Imersos na contemplação da beleza das obras, os visitantes são convidados a refletir sobre a história do litoral cearense e problemáticas diversas, como a especulação imobiliária e o extrativismo desenfreado, por exemplo, para repensar os modos de consumo e exploração. De forma sutil e poética, Naiana Magalhães lança um olhar crítico às monumentalidades e investiga, partindo do conceito de "maritimidade", criado pelo geógrafo Eustógio Dantas, como Fortaleza, enquanto cidade e sociedade, se relaciona com o litoral.


 

PARCEIROS