20 A 26 DE MARÇO DE 2017

Confira as atrações desta semana no Centro Dragão do Mar


Dona Zefinha faz última apresentação de Ch@furdo, neste domingo (26), na Praça Verde

Nesta semana, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura segue com os espetáculos da Temporada de Arte Cearense (TAC) em cartaz. As atrações compõem o Mês do Circo e do Teatro, no Dragão. Além da TAC, tem ainda a apresentação dos espetáculos "As Fadas", de Paula Yemanjá e Edivaldo Batista; e "Trans-Ohno", do Coletivo Artístico As Travestidas, neste fim de semana.

A programação traz também show de Carlinhos Perdigão, nesta sexta-feira (24), no Teatro Dragão do Mar; e o lançamento do livro "Travessias de Ciganos", de Francisco de Assis Cavalcante, nesta quinta-feira (23), no Auditório do Dragão.

Confira a programação completa abaixo.

 

 


 

PROGRAMAÇÃO

 

CHAMAMENTO MALOCA DRAGÃO 2017 // ÚLTIMOS DIAS

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura encerra, nesta segunda-feira (20), as inscrições no chamamento público para o festival Maloca Dragão 2017. Gratuitas, as inscrições estão abertas para projetos artísticos em Teatro, Música, Dança, Circo, Literatura, Arte Urbana e Culturas Populares. Também podem se inscrever produtores culturais, técnicos de iluminação, som, cenotecnia e roadies. A quarta edição do Maloca Dragão será realizada nos dias 28, 29 e 30 de abril.

Em 2016, mais de cem atrações, entre espetáculos cênicos e musicais, se apresentaram em oito espaços do Festival. Cerca de 60% da programação foi composta por trabalhos selecionados do banco de dados de programação formado a partir de chamamento público. No total, foram 323 projetos inéditos inscritos para o festival, no ano passado, dos quais foram selecionados 75, sendo 53 em música, 10 em Teatro, 01 em Circo, 06 em Literatura e 05 em Dança. 

Projetos artísticos

Podem ser inscritos no chamamento da Maloca Dragão 2017 projetos artísticos de Teatro, Música, Dança, Circo, Literatura, Arte Urbana e Culturas Populares. É importante salientar que o chamamento para a Maloca Dragão não é um edital, mas um meio usado para mapear e formar um banco de projetos artísticos de todo o Estado, subsidiando assim o trabalho da curadoria do festival.

Os selecionados vão compor uma parte da programação da Maloca Dragão, que também terá artistas e grupos convidados. Os proponentes dos projetos escolhidos serão contatados previamente pela produção do festival, uma vez que a divulgação pública só se dará com a veiculação da programação completa da Maloca, no site do festival.

Produção cultural

Novidade neste ano, o chamamento contemplará também produtores culturais, técnicos de iluminação, som, cenotecnia e roadies, que formarão um banco de dados de profissionais que poderão ser convidados a trabalhar na Maloca Dragão 2017 e em demais ações culturais do Centro Dragão do Mar.

Inscrições

As inscrições no Chamamento da Maloca Dragão 2017 devem ser feitas exclusivamente no endereço eletrônico http://malocadragao.com.br/, onde também poderá ser acessado um passo a passo da inscrição.

Entretanto, para efetivar a inscrição e ter acesso ao formulário on-line, o interessado deverá, primeiramente, se cadastrar no Mapa Cultural do Ceará (http://mapa.cultura.ce.gov.br), plataforma digital que integra uma rede de agentes culturais do nosso Estado.

Inscrições até o dia 20 de março de 2017, no site http://malocadragao.com.br/. Inscrições gratuitas. Dúvidas: inscricoesmalocadragao@gmail.com.

 

 

 

 

 

►Teatro da Terça [Temporada de Arte Cearense]
O CANTIL 10 ANOS

Teatro Máquina

O Cantil surge de uma leitura bastante específica de "A exceção e a regra", de Bertolt Brecht, onde a palavra é suprimida para que o gesto seja enfatizado e o trabalho dos atores possa ser refuncionalizado pelo exercício de demonstração e manipulação. Trata, portanto, de uma viagem sem espaço nem tempo definidos. Dois homens seguem à procura de algo. Para o patrão, a viagem é urgente e aterradora; para o empregado, é apenas objeto de seu ganha-pão. Entre os dois, se estabelece uma relação nos extremos da desconfiança total e da pura subserviência, relação essa transfigurada pela ausência/presença do cantil.

Dias 21 e 28 de março de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação: 12 anos. 

 

 

 

 

 

Espetáculos circenses [Temporada de Arte Cearense]
CABARÉ DA DESGRAÇA

Cia As 10 Graças de Palhaçaria

São Crisóstomo declara de saída que as burlas e o riso não provêm de Deus, mas são uma emanação do diabo e nós, humanos, somos tonéis mal ajustados prestes a explodir, pois estamos sempre na incessante fermentação da piedade e do temor divino. O riso! Não é uma brincadeira e não temos a menor intenção de renunciar a ele. O Cabaré da Desgraça é um convite à libertinagem e aos excessos. Exceder, transgredir e deformar estão na ordem do espetáculo, uma variedade de números e absurdos onde celebramos o inacabado, a mudança e a vida, pois o que importa é o agora!

Dias 22 e 29 de março de 2017, às 20h, no Teatro do Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Classificação: 18 anos.

 

 

 

 

 

►Nas Ruas do Dragão [Temporada de Arte Cearense]
A SAGA DE JESUS CRISTO

Cia Epidemia de Bonecos

Zé Cariri e Matusalém apresentam uma história que mostra os momentos significativos da vida de Jesus: no deserto, Jesus é tentado pelo demônio. Encontra seus discípulos e outros seguidores. Enquanto acontece o sermão da montanha, os homens sábios da Galileia estranham o poder que aquele homem tinha, arrastando multidões com suas palavras.

Após a festejada entrada de Jesus em Jerusalém, é chegada a hora da santa ceia. Enquanto isso, Judas conspira contra Jesus. E no monte das oliveiras acontece à sua prisão... Ele é espancado e morto. Depois, ressuscita e sobe ao céu.

Dias 23 e 30 de março de 2017, às 19h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito. Classificação livre.

 

 

 

 

 

► [LITERATURA] LANÇAMENTO DO LIVRO "TRAVESSIAS DE CIGANO"
Autor: Francisco de Assis Cavalcante

Em sua obra de tessituras únicas, Cavalcante Junior sinaliza possibilidades de encontros por meio de significações, conjurando a experiência como matéria-prima da existência. Modelar a si próprio em sensibilidades, eis a proposta do autor. Desafiando o ritmo alucinante da rotina e os axiomas enganosos consagradas em nossa era, entre eles as nódoas científicas excludentes, Cavalcante propõe a poesia como sensibilização desta ébria linguagem pseudoerudita, que confunde e deserda uma maioria.

Nesse sentido, as páginas apresentadas dialogam com Freud, que afirmou serem os poetas os profetas de sua obra, antes de ele a enunciar. Considerando a assertiva do pai da psicanálise, o caminho proposto nesta narrativa revela aspectos de excelência na medida em que sugere uma ciência poética, devolvendo ao homem sua condição p(r)o(f)ética de ser em poesia.

Sobre o autor
Francisco Silva Cavalcante Junior, professor de Metodologia de Pesquisa em Arte, Ciência e Filosofia no Instituto de Cultura e Arte (ICA) e no Mestrado Acadêmico em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP) da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ph.D. formado pelo programa de Leitura e Escrita da Universidade de New Hampshire (EUA) com Mestrado em Educação Especial pela mesma universidade e graduação em Psicologia pela Universidade de Fortaleza.

Introduziu no Brasil o conceito e a prática de Letramentos Múltiplos com a publicação de Por uma escola do sujeito: o método (con)texto de letramentos múltiplos (Edições Demócrito Rocha, 2001), oriundo de sua tese de doutorado. Autor de vários livros e artigos, as suas mais recentes publicações, em parceria com os pesquisadores do Núcleo de Integração Somaestética (NISE), pluralizam o corpo e suas possibilidades em Humanismo vital, Corpos anárquicos, Corpos extra-vagantes, Corpos arquígonos e Corpos excritos. Ganhador do Prêmio ILÍMITA 2005 de Fomento à Leitura concedido pelo Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe da UNESCO.

Dia 23 de março de 2017, às 19h30, no Auditório. Acesso gratuito.

 

 

 

 

 

 

► Quinta com Dança Experimental [Temporada de Arte Cearense]
UM CORPO JOGADO AO MAR

Bruno Gomes

Uma queda brusca de um corpo em médio transe rasga o espaço, desloca-se. Encarnado na figura de uma deusa. Deusa mostra. Deusa e Diabo. Grito seco, grito mudo de uma mãe oceano. O mar como testemunha de um ato brutal e como território para este acontecimento, entre a realidade e o que se pode inventar. O mar dorme fiel, sobre seus túmulos. A deusa faz a terra cantar! Ela faz a terra ranger os dentes! Olhem para o seu quadril de lá saem o céu e o inferno.

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► Quinta com Dança [Temporada de Arte Cearense]
ANATOMIA DAS COISAS ENCALHADAS

Silvia Moura

A relação com o descartável. Através do uso, da manipulação dos objetos fazemos uma análise das nossas relações pessoas. Em cena a trajetória de cada um na luta pela convivência com o outro. Uma busca pelo entendimento das relações como modo de operar a vida, um chamado a observação do consumo desenfreado de objetos e ao uso das pessoas com parte de uma cadeia de consumo.

Dias 23 e 30 de março de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação: livre.

 

 

 

 

 

► [MÚSICA] SHOW DE LANÇAMENTO DO CD PALAVRA, DE CARLINHOS PERDIGÃO



O CD Palavra prioriza composições musicais baseadas em letras do baterista e arte-educador Carlinhos Perdigão. Assim, as canções deste CD representam uma viagem ao eu-poético do autor, que lançou em 2011 seu primeiro livro, intitulado "Fragmentos: poemas e ensaios". Nesse sentido, tal obra é a base da produção deste disco, que possui poemas de Carlinhos musicados por diversos parceiros como Marcelo Justa, Júnior Boca e Nigroover.

O disco conta também com participações especialíssimas de diversos e importantes artistas cearenses, como Aparecida Silvino, Chico Saga, Abraham Paiva, Diogo Farias, Adna Oliveira, Janaína de Paula, Alencar Júnior e George Hendryx, além da esmerada produção gráfica, a cargo de Renata Holanda e Antonio Henrique.

Dia 24 de março de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Livre.

 

 

 

 

 

► [TEATRO INFANTIL] AS FADAS
Paula Yemanjá e Edivaldo Batista

Maria e Tereza são irmãs, mas possuem vidas bem diferentes: Tereza leva uma vida de princesa, enquanto Maria trabalha noite e dia para atender aos caprichos de sua mãe e irmã. Tudo muda quando uma misteriosa senhora interfere no destino dessa família.

Dias 25 e 26 de março de 2017, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Classificação livre.

 

 

 

 

 

► TRANS-OHNO
Coletivo Artístico As Travestidas

Trans-Ohno investiga a travestilidade no teatro e na dança, transitando entre referências filosóficas do Butoh, sobretudo, na sensibilidade e poesia de Kazuo Ohno, que possui um grande traço de travestilidade em suas composições cênicas. Os performers percorrem trajetórias pessoais de (trans)formação, (re)descoberta e (des)construção para a montagem de um espetáculo polifônico envolvendo as linguagens do teatro, da dança, da música e do audiovisual, levantando questões sobre o universo trans e a violência/marginalização da temática em questão.

Dias 25 e 26 de março de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Classificação: 14 anos.

 

 

 

 

 

 

► Nas Ruas do Dragão [Temporada de Arte Cearense]
CH@FURDO
Dona Zefinha

Em Ch@furdo, três irmãos se reúnem para realizar uma apresentação musical improvisada com a maioria dos instrumentos feitos de materiais alternativos. Ao longo do espetáculo, vão descobrindo, junto do público, diversas formas de composição musical. O irmão mais velho tenta, a todo o momento, reger e organizar a apresentação, façanha que se torna difícil uma vez que o irmão mais novo sempre se desconcentra, atrapalhando os números e deixando o irmão do meio entre a obrigação e a brincadeira. Chafurdo - que significa caos descontrole, algazarra e festa - é o que proporciona os musicômicos Orlângelo Leal, Ângelo Márcio e Paulo Orlando, provocando o público com música excêntrica e outras surpresas. Um espetáculo livre para todos os públicos.

Dia 26 de março de 2017, às 17h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação: livre.

 

 

 

 

 

 

 

TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR


Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

 

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

 

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Gratuito.

 

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

 

 

 

 

 

 

PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por manutenção corretiva. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público.

 

 

 

 

 

VISITE NOSSAS EXPOSIÇÕES

 

MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

 

Exposição “Narrativas e Alteridade" [Encontros de Agosto 2016]

A partir do tema “Narrativas e Alteridade”, o festival Encontros de Agosto 2016 propôs que fotógrafos dos nove estados do Nordeste fossem além das próprias fronteiras, trazendo e potencializando imagens de lugares e sujeitos imaginados. O público poderá contemplar na exposição questões universais a partir das realidades locais, percebendo aproximações e diferenças. 

Esta exposição é composta de mostras coletivas de fotógrafos cearenses e dos demais estados do Nordeste. “As narrativas visuais têm como fundamento a alteridade, traduzida e discutida pelo olhar de 54 fotógrafos, sendo 23 deles cearenses. É uma oportunidade única dos espectadores verem essa rica produção nordestina em um só local. São mais de 300 fotos”, explica a coordenadora geral do evento, Patricia Veloso.

Os intercâmbios abrem canais de comunicação para circuitos nacionais e internacionais. Após a exibição no Ceará, as mostras serão adequadas para uma exposição itinerante. Mais sobre o festival Encontros de Agosto: www.encontrosdeagosto.com.

Em cartaz até 31 de março de 2017, no Piso Superior do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

Exposição Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual

Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.

Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.

Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.

 

Instalação de Bosco Lisboa

Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.

Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).

Em cartaz até 31 de março de 2017, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

Exposição Vaqueiros [exposição de longa duração]

Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.

No Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados e domingos, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

 

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

 

Raimundo Cela – Um mestre brasileiro [ÚLTIMA SEMANA]
Curadoria: Denise Mattar


Consertando a rede, Canto do Rio, Niterói, RJ (1947), óleo sobre tela 59,9 x 81,1 cm, Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro - RJ (corte)

O advento do Modernismo no Brasil, em 1922, e sua implantação, até o final dos anos 1940, foram responsáveis pela depreciação dos artistas formados em bases acadêmicas. Nessa zona de esquecimento permaneceram, por décadas, excelentes pintores como Eliseu Visconti, Lucílio Albuquerque e Antônio Parreiras. Se isso ocorreu com pintores do eixo Rio-São Paulo, o que dizer de um artista de origem acadêmica que optou por viver e pintar sua terra natal, o Ceará? Essa miopia, finalmente, começa a ser desconsiderada pela crítica, abrindo espaço para a descoberta de grandes talentos esquecidos, como o pintor Raimundo Cela, cuja itinerância Raimundo Cela – Um mestre brasileiro chega no dia 17 de janeiro ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, depois de passar pelo Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado – MAB FAAP e pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. A mostra, com curadoria de Denise Mattar, tem idealização da Galeria Almeida e Dale e patrocínio da MINALBA.


Catequese, óleo sobre tela 190 x 200 cm, Acervo Instituto Dragão do Mar

A retrospectiva, sucesso de público nas duas capitais, cumprindo sua missão de apresentar aos paulistanos e cariocas a obra do artista, abarca sua trajetória a partir de momentos-chave: o prêmio da Escola Nacional de Belas Artes, a viagem à Europa, o retorno a Camocim, a mudança para Fortaleza e a volta ao Rio de Janeiro. Desenhos, gravuras, aquarelas e pinturas, de todas essas fases, permitem compreender o seu processo criativo.

Segundo a curadora da mostra, Denise Mattar, Raimundo Cela é um dos principais criadores da visualidade cearense, ao destacar em sua obra pescadores e jangadeiros e a intensa luz das praias cearenses e as nuvens rosadas do céu equatorial. “Cela descartou a representação do nordestino como o sertanejo miserável e faminto, para mostrar o trabalhador forte e decidido do litoral. Suas composições, minuciosamente construídas, são plenas de ritmo e emoção. Elas reúnem a precisão do engenheiro à sensibilidade do artista, o épico ao cotidiano, a precisão do desenho à energia da cor”, afirma.

A exposição reúne obras do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará, do Instituto Dragão do Mar, do Palácio da Abolição, do Palácio Iracema, em Fortaleza, e do próprio Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, além de 15 coleções particulares de Fortaleza, Rio e São Paulo. Em contribuição à preservação da memória do artista e de sua obra, o projeto realizou o restauro de quatro obras que serão exibidas ao público pela primeira vez: Rendeira (1931, óleo sobre madeira, 32 x 40,5 cm); Cabeça de vaqueiro (1931, óleo sobre madeira, 38 x 46 cm) e Cabeça de Jangadeiro (1933, óleo sobre madeira, 38 x 46 cm) e Catequese (Óleo sobre tela 190 x 200 cm).


Vencendo o escarcéu (1942), óleo sobre madeira 86 x 110 cm, Coleção Particular - Fortaleza, CE (corte)

A mostra abre com desenhos e óleos de seus primeiros trabalhos, marcados pela influência do academicismo, ou seja, obras determinadas pelo perfeito domínio da técnica clássica, na composição de telas figurativas, evocações à Antiguidade Clássica e à paisagem brasileira. Nesse setor, destaca-se, entre outras, o Último diálogo de Sócrates (1917), obra premiada pela Escola Nacional de Belas Artes com uma viagem ao exterior.

Por causa da Primeira Guerra, a viagem acontece apenas em 1920, justamente o princípio dos anos loucos da capital francesa, onde Cela dedica-se aos estudos da gravura em metal, dando uma nova perspectiva à sua obra, não apenas na técnica, como também na temática. Ao longo dos anos em que permanece na Europa, como o público verá na exposição, seus desenhos, óleos e gravuras retratam cenas da paisagem francesa, como na tela Paisagem de Saint-Agrève (1921), e da realidade parisiense e de seus tipos, em estudos de nus e nos desenhos Ferreiro e Funileiro (1921).

Seus trabalhos despertam atenção da crítica parisiense e ele tem obras selecionadas para o Salon des Artistes Français. Nesse momento o artista sofre um AVC que o impede de pintar. Retornando ao Brasil, reside em Camocim e fica sete anos sem pintar. Volta a fazê-lo em 1929 e já realizando a temática que será a sua marca.

Um dos grandes destaques da exposição e da obra de Cela, o painel Abolição (1938), estará reproduzido em suas dimensões originais. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de Março de 1884, o Ceará, terra-natal de Cela, encomenda a ele, em 1938, um painel que simbolize o momento histórico tão marcante para o Ceará e para o Brasil.

Raimundo Cela, sendo um moderno, nunca foi um modernista. O valor da arte de Raimundo Cela deve-se ao fato de ter sido concebida à margem das escolas, de não ter sido contaminada pelos modismos passageiros.

Nas palavras de Cláudio Valério Teixeira (artista plástico, restaurador e crítico de arte): “Na obra de Cela nada é inocência, tudo é fruto de planejamento, economia e técnica. Mas tudo é também movimento, força, agilidade e graça. Sua arte não procura simplesmente imitar as coisas representadas, é de uma beleza solene, meio melancólica, mas luminosa”.

O pintor, após um período em Fortaleza, retornou ao Rio de Janeiro em 1945. Tornou-se professor de gravura em metal da Escola Nacional de Belas Artes, cargo que ocuparia até a sua morte, em 1954. Nesta última fase da carreira, Cela foi duas vezes premiado com a medalha de ouro do Salão Nacional de Belas Artes.

Em cartaz de 18 de janeiro a 26 de março de 2017, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até das 20h30). Gratuito.



A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira [ÚLTIMA SEMANA]


Leila Diniz para o fotógrafo Evandro Teixeira

A partir de 18 de janeiro (quarta-feira), o Itaú Cultural e o Museu de Arte Contemporânea do Ceará – Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura abrem para visitação a exposição A Arte da Lembrança – A Saudade na Fotografia Brasileira. Em cartaz até 26 de março, A Arte da Lembrança perfaz um percurso iconográfico deste sentimento pessoal e universal, a saudade, registrado nos trabalhos em exibição em um arco de 80 anos, a partir da década de 1930, nos estados da Bahia, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A mostra reúne 123 imagens de 36 artistas brasileiros, ou residentes no país, em variados estilos e linguagens. São nomes de representatividade na produção fotográfica do Brasil, como Alcir Lacerda, Alberto Ferreira, Irene Almeida, Luiz Braga, Gilvan Barreto, Paula Sampaio e o cearense Márcio Távora.


Lita Cerqueira (Lambe-lambe, 1976, Coleção da Artista)

Além da curadoria de Moura, a exposição tem pesquisa de Samuel de Jesus e projeto expográfico de Henrique Idoeta Soares e Érica Pedrosa, do Núcleo de Produção do Itaú Cultural. Ela chega a Fortaleza, seguindo uma itinerância iniciada em São Paulo, com passagens posteriores por Belém e Salvador.

A Arte da Lembrança convida o espectador a iniciar um percurso singular em um espaço de associação de ideias onde se juntam as experiências sensíveis que detemos do mundo”, observa o curador. Pernambucano, poeta, fotógrafo e ex-curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo, ele ganhou, em 2014 o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela exposição Retumbante Natureza Humanizada, realizada no Sesc Pinheiros com fotos de Luiz Braga, um dos participantes desta mostra. 

Para Moura, a tradução de saudade vibra nas imagens selecionadas para esta exposição. “Nos rostos anônimos oferecidos ao passante curioso, dispostos no cenário improvisado de um fotógrafo popular”, diz complementando: “No desvio de uma rua, ou no meio da praça pública, percebemos a estranha sensação do seu limiar imagético”.


Alberto Ferreira (Série Brasília - Candango, 1960, Coleção Galeria Leme)

Até chegar ao conjunto de obras a serem exibidas, ele fez uma extensa pesquisa em todo o país em acervos particulares e instituições públicas. Reuniu cópias de época e ampliações únicas em pigmento mineral sobre papel algodão, entre outras, tanto em P&B quanto em cor e videoprojeções. No Dragão do Mar, a montagem ocupa todo o primeiro subsolo, com seis diferentes temáticas. Entre elas, o mar, a cidade das décadas de 1940 a 1960 e a morte – esta, abordada não só do ponto de vista humano, mas também material, mostrando o abandono de diferentes espaços.

Para citar algumas das obras, encontra-se neste percurso fotos de ambientes desolados, que denotam as marcas recentes da passagem de alguém, feitas pelo cearense Márcio Távora em 2011; Alberto Ferreira retrata em três fotos a construção de Brasília. Rastros de uma família e suas sutis tradições impressas em detalhes são fotografadas pelo premiado fotógrafo oriundo do Pará, Luiz Braga. Vê-se ainda o piso que restou de uma casa destruída no interior do Pernambuco, clicada por Gilvan Barreto em 2011; uma mulher consultando seu relógio, entre outras, diante do cinema na Cinelândia, no Rio de Janeiro, feita por Kurt Klagsbrunn no final da década de 40. Conte-se aqui também as videoprojeções Vazio, realizada por Alberto Bittar, em 2012, e Sonoro Diamante Negro, do ano de 2014, de Suely Nascimento.

Há ainda nove obras pertencentes ao acervo do Itaú Cultural e outras quatro fotos selecionadas pelo curador durante a pesquisa para a exposição, exibidas em formato de vídeo-projeção. Elas remontam ao início do movimento modernista na fotografia nacional, nos anos 1940, de autoria de German Lorca, José Oiticica Filho, Ademar Manarini, José Yalenti, Julio Agostinelli e de dois estrangeiros residentes no país, o letão Alexandre Berzin e o austríacoKurt Klagsbrunn. Neste espaço ainda há trabalhos de Luciano Andrade, nascido em 1950, na Bahia, cujo olhar contemporâneo dialoga com o dos demais artistas.

Como escreve o curador, são, enfim, registros das cidades e suas demolições, da perda das paredes do tempo, de objetos vazios à mercê da poeira do passado; da ausência e morte de entes queridos por alguém.

Em cartaz de 18 de janeiro a 26 de março de 2017, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE). Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

 

 

 

 

 

 

 

  FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e Bilheterias.

 

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