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#SiaráQuilombo destaca 15 grupos e coletivos de artistas que você precisa conhecer
Com curadoria do grupo Nóis de Teatro as indicações visam promover o protagonismo preto nas artes do Ceará.
09/07/20 às 16h50

O projeto ''Siará Quilombo'', com curadoria do Nóis de Teatro, está realizando ao longo do mês de julho diversas ações nos canais de comunicação do Centro Dragão do Mar, com o objetivo de celebrar a força e a potência dos artistas pretes do Ceará.  Além dos programas de Webtv, rodas de conversa e outras perfomances, o 'Siará Quilombo'' também indica 15 grupos e coletivos de artistas e 3 empreendedores do Ceará para você conhecer. Confira o texto da curadoria, o perfil de cada um dos indicados e fique por dentro de toda a programação AQUI .

 

"Aquilombamento virtual": um gesto imaginado pelas linhas invisíveis da fibra óptica e do corre da vida, afirmado pelas proximidades e distanciamentos, incorporado pelos desejos de uma prática coletiva que não generalize nossas singularidades. 

 

A nossa segunda lista olha para esse Siará inventado por artistas que, nas comunidades forjadas em suas próprias vivências, perturbam a retórica branca que segue nos catalogando dentro do apelo ao "social". São coletivos que confundem o que a branquitude denomina que é arte e o que acham que é "apenas manifestação cultural", o que definem por composição estética e o que supõem ser "apenas da configuração da vida". Em suas poéticas, tecem táticas de guerra que intrigam a lógica do colonizador para não mais sermos amputados no que temos de mais precioso: nossa potência de invenção da Vida. Um salve aos coletivos que seguem "denegrindo" o mundo para, através do sensível, estilhaçar a racialização imposta sobre nossa existência.

 

Nóis de Teatro | @noisdeteatro

Curadoria Siará Quilombo

 

Uma homenagem aos Cocos de Praia do Iguape @cocodepraiadoiguape /@cocodepraiadoiguapeoficial.ce


Foto Coco Raimundo Cabral: Leiliane Vasconcelos
Foto Chico Casueira: Arquivo do Grupo

Saudamos, com esta lista, os Cocos de Praia do Iguape, grupos de artistas brincantes muito importantes para a cultura do país. Iniciada pelo pescador Paulino Elias em 1915, a brincadeira foi expandida durante os tempos pelos Mestres Raimundo Cabral (o Neguinho) e Chico Casueira. Hoje, a tradição vem sendo atravessada por gerações dentro da comunidade.

 

Groove Recordes | @groove_recordes


Foto: Daniel Lamar
A Groove recordes é um coletivo de artistas pretos do Cariri que decidiram subverter a lógica das gravadoras e criar uma nova narrativa ao estilo nós por nós.

 

Iamís Kariris | @iamiskariris


Foto: Té Pinheiro
Coletivo de mulheres artistas, perfomers e atrizes, que têm como ponto central as vivências que permeiam suas existências racializadas e os saberes ancestrais das vidas pretas no Cariri Cearense.

 

Okupação | @okupação 


Foto: Geová Alencar
Movimentação que surge em outubro de 2016 no bairro Antônio Bezerra, agregando o Sarau Okupação, a Biblioteca Comunitária Okupação e o Slam da Okupa.

 

Bloco Cola Velcro | @bloco_cola_velcro

 
Foto: Kauhana Hellen
Pré-Carnaval de Fortaleza formado por mulheres lésbicas e bissexuais com o objetivo de estimular mulheres LBT para o acesso às artes musicais, em especial a percussão, valorizando ritmos da cultura negra e popular cearense.

 

Coletiva Negrada | @coletivanegrada

Foto: Luly Pinheiro
Coletiva Negrada (Natives Em-Cena Gerando Rastros Artísticos de Ancestralidade e Aquilombamento) é uma plataforma de múltiplas linguagens que investiga, por meio do corpo-documento preto y nativo, o seu território-memorial-inacabado.

 

Boomboomblack | @boom_boomblack 


Foto: logo do coletivo 
Mais do que uma festa, um quilombo! Desde a primeira edição em 2018, o baile vem movimentando a cidade com vivências inspiradas nos bailes blacks das décadas de 60 e 70. Conta com três DJ's residentes e acontece nas periferias da capital cearense.

 

Cia Anagrama | @ciaanagrama


Foto: Dudu
Tendo como proposição em dança o "Corpo Lânguido", a cia estuda as danças negras contemporâneas. Fundada em 2007, conta com 8 integrantes, todos auto declarades negres, entre homens e mulheres cis e trans. 

 

Festa Crioula | @festacrioula 


Foto: @querocarol 
Coletivo LGBTQI+ de Fortaleza que busca, através da música preta, da performance e do audiovisual, levar a cultura periférica para diversos espaços da cidade. A coletiva é composta por quatro mulheres lésbicas e uma trans não binária.

 

Sarau da B1 | @saraudab1 


Foto: Arquivo do Grupo
Movimento independente realizado pelas e pelos Poetas de Lugar Nenhum, na periferia de Fortaleza, especificamente no Jangurussu. Está em sua 56º edição, com muita poesia, música, teatro, capoeira, sorteio de livros e resistência nas quebradas.

 

Maracatu Nação Bom Jardim | @maracatu_nacao_bj


Foto: San Cruz
Fundado em 2016 a partir do projeto "Nossa Paz é de Oxalá: Maracatu Solar com os Orixás por um território de Paz", busca ocupar as ruas com tambores, guias e turbantes como ato de combate ao preconceito e canto do que somos em essência.

 

Grupo NED | @gruponed


Foto: Amilton Duarte
O Núcleo de Experimentações em Dança nasce nas periferias da cidade do Crato. Desenvolve um trabalho de pesquisa que vai do sabará à cruzada, da maquila do Reisado ao trote do xaxado e aos diversos ritmos brasileiros, da gente, do povo. 

 

Tambores de Safo | @tambores_de_safo 


Foto: Arina Azevedo
Grupo político e musical formado por mulheres sapatão e bissexuais que pretende, através da arte, difundir o pensamento feminista e divulgar a cultura afro-brasileira e da população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). 

 

Cia Balé Baião | @ciabalebaiao


Foto: Lucas Soares
Desenvolve um trabalho pioneiro de investigação, pesquisa, produção e difusão de dança cênica contemporânea referenciada pelas matrizes negras, ameríndias e populares, com 26 anos de história e atuação no Ceará/Brasil. 

 

Terroristas Del Amor | @terroristasdelamor


Foto: Renno Silva
Coletivo formado pelas artistas fortalezenses Dhiovana Barroso e Marissa Noana. O coletivo teve início em 2018, e atua com diversas linguagens, entre elas ilustrações, animações, fotografias, muralismo, bordados e outras experimentações.

 

Coletiva Pretarau | @pretarau


Foto: Arquivo da Coletiva
Coletiva de mulheres pretas de Fortaleza e região metropolitana que, através da arte, expressam sua resistência como mulheres pretas nas periferias urbanas, além de denunciar os mecanismos pelos quais o racismo e o machismo operam.

 

 

Conheça ainda os trabalhos dos empreendedores:

 

 

Negro Piche | @negropiche


Foto: Carol Sousa.
Fundada em 2017 por Iury Aldenhoff e Ionete Rodrigues (filho e mãe), é uma das marcas de roupas em acessão em Fortaleza. A Marca dispõe roupas estampadas que combinam versatilidade, empoderamento, leveza e conforto.

 

Ina Preta | @ina.preta


Foto: Autorretrato
Toucas, fronhas e difusoras de cetim trazendo praticidade pra seus cuidados diários. Siga e use Ina Preta!

 

CearAfro | @cearafro


Foto: Arquivo da loja
Loja composta por trabalhos de afroempreendedores de Fortaleza e África. Atende ao público que busca encontrar moda Afro. Está localizada no centro da cidade de Fortaleza, na rua General Bezerril, 215, próximo aos correios e ao CCBNB.

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